dos dias perdidos que não foram ao lado seu / das noites sem orgasmos físicos ou mentais / de quando explodi naquele copo de vodca / de quando brinquei de te amar / pouco me lembro de suas feições / do gosto eu recordo a mais doce melodia que se pode ter parido de um compositor solitário / das pernas que nunca fechavam, só restam a memória de dores que se foram as marcas deixadas pela fome de ambas / o que falta agora não é a sua complacência, mas a minha verdade posta em seus ouvidos / que não tenho muito a dizer, mas digo que de tanto sentir, perdi aquilo que se pode chamar palavra / aquilo que se pode chamar / então pergunto a qualquer um que se tivesse momento semelhante, chamaria desespero / por tudo: que se não tenho a sua, não tenho a minha / mas mantenho o veludo das horas difíceis / e mantenho a cor de poeira nos sapatos que andam / minha cabeça poluída de emoções e fumaça / quebra de tanto pensar no que tenho vindo a fazer, mas não me atreveria a te podar os gestos / que a mais brusca aflição é viver sabendo que não te podem acreditar no menos abstrato de qualquer sentimento.
1 comentários:
tristeza não tem fim.
a tua transborda pela tela, atinge em cheio aqui dentro.
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lindo, lindo, poeta!
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