22/09/10

navalha na carne / solidão: um prato pra dois

que se preza a minha tristeza / que se torna a minha condição de mal-paga / não me diz que andei errado / você não entende nada / minha cabeça insiste em consertar libertinagens com a sua boca entre outras pernas / minha cabeça custa a lembrar que a sua boca era minha maior alegria / aos finais de semana: cinema-cerveja-serpentina / lançando o perfume que cala a fala de qualquer cristão / umas bundas pouco chamativas caminham pelas calçadas zigue-zague / nem nada posso fazer: desfaço / nem nada posso quanto ao seu descaso último / minhas lágrimas nunca sofreram tanto, pretérito / minhas lágrimas nunca / mas destino a você um poema do avesso, que se pouco entende do que digo: GRITO MAIS ALTO / eu sempre te amei um tanto / não é agora, justo momento, que irei deixar de lado esse meu vício mais-que-perfeito.




21/09/2010

1 comentários:

dietrich disse...

o amor não tem pressa.

. tempopassadopresente