tinha, como que por natura-selvagem,
a imagem da saudade
agarrada ao peito
lhe torrendo a pele
num trânsito sem jeito
de ilusões profanas
tinha, como que por vaidade,
a imagem fria de janelas cerradas
presa aos olhos moribundos:
morreria, fato síncrono,
mas morreria por amor ao outro
daqueles dias em que chorou por dentro
tinha, como que por saudade,
natura-selvagem incrustada num sorriso louco
que lhe dizia pouco, mas colhia muito
e viveria síncrono à pele tórrida
à sede insólita de cada desejo
desorientado
mas sorriria amor ao desejá-los
a saudade, o sorriso, o sem jeito,
a sede morta ao primeiro horário
a porta aberta à solidão fechada
o escuro e o claro de cada dia
a mão estendida em gesto de ajuda
as dúvidas incompletas de cada minuto:
miúdos viveres, os queria todos.
E queria agora.
1 comentários:
tesão~
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